Segunda viagem: o receio e a confirmação.

Poisé. Ontem voltei da minha 2ª viagem com JAC J2. Nesta viagem foram os mesmos 4 adultos da primeira viagem, com a diferença de que dessa vez a viagem teria 1200km (ida e volta).

É óbvio que fiquei com receio de viajar com o carro. Depois de todos os problemas que já tive. Fiquei pensando “e se o ar para de funcionar no meio de uma viagem de 1600km?” ou “e se dá algum problema mecânico mais sério?”.

É complicado dizer isso, mas eu não confio mais nesse carro. Ele virou uma pequena bomba relógio com bancos de couro. A única dúvida que eu tenho é “quando vai dar problema de novo”, pois eu tinha certeza que problema ia dar de novo. E deu. Claro que deu.

Até agora eu não apontei nenhuma característica do carro. Procurei sempre me ater àquilo que é defeito mesmo. Mas eu preciso fazer um comentário: várias vezes durante a viagem eu achei que a minha janela ou a janela da minha namorada estavam abertas, tal era o som de ar “entrando” no carro. Sabe quando tu deixa uma fresta da janela aberta e fica aquele som do vento entrando pela fresta? Poisé, tipo isso, só que a diferença é que os vidros estavam 100% fechados, o que me leva a crer que a vedação e o isolamento acústico das portas do motorista e do passageiro são muito ruins ou ineficientes quando a velocidade do carro passa dos 100km/h. Por vezes era impossível ouvir o que os passageiros do banco de trás falavam, tamanho barulho que fazia nos bancos da frente.

Pois bem, mas o que deu errado dessa vez? O ar-condicionado. De novo ele. Por sorte, desta vez o clima estava ameno e o ar não era um item de suma importância. Viajamos 1200km sem passar calor (até por que a temperatura fora do carro era próxima dos 15º).

Mas segunda (03/06/2013) e ontem (04/06/2013) fez um calor considerável e eu quis usar o ar (eu não gosto de andar com as janelas abertas na cidade). Aí eu senti calor. Pus o ar no frio máximo, liguei e desliguei o ar-condicionado, posicionei a mão na frente e… é, não fazia diferença, o ar saía sempre com a mesma temperatura.

Lá vai meu J2 de novo para a JAC. Um carro que está com uns 6500km rodados, indo de novo para a concessionária.

Até parece que consigo ouvir o/a atendente me dizer “Nós vamos precisar ficar com ele aqui. Podemos marcar a entrega pra amanhã?”.

Fazer o quê? Vou tentar falar com o gerente pós-vendas, mas eu nem crio mais falsas expectativas com relação à JAC Motors e ao carro.

Ah, só pra dizer: meus pais resolveram trocar de carro. Como vocês podem imaginar, a JAC Motors não passou pela cabeça deles em nenhum momento.

Afinal, errar uma vez é humano, persistir no erro é burrice.

Interface pra quê?

Sem nenhum motivo aparente, a interface parou de funcionar. Descobri isso ao estacionar no local onde estudo, sair do carro e acionar o alarme. Justamente por não confiar muito nessas tecnologias (principalmente as tecnologias da JAC) sempre fico olhando o vidro subir. Desta vez ele não subiu. Desativei e ativei o alarme de novo e… nada. O vidro parado. Voltei pro carro, pus a chave na ignição e tentei levantar o vidro com o one-touch. Funcionou! (sóquenão)

Os vidros não subiam mais automaticamente quando o alarme era acionado e nem o one-touch funcionava. Ou seja, primeiro pensamento: “a interface parou de funcionar”. Afinal, esse é um pensamento recorrente quando o assunto são as peças que a JAC usa no meu carro (vide o ar-condicionado, alavanca do porta-malas, vidros elétricos…).

Levei na JAC e a atendente “resetou” a interface e ela passou a funcionar. A atendente também disse que eu devia ter ficado sem bateria, o que teria acarretado a “desconfiguração” da interface. Não, isso não é verdade. Meu carro nunca ficou sem bateria. O que aconteceu ali foi uma tentativa ridículo de jogar pra cima do cliente a responsabilidade por um produto de tão baixa confiabilidade.

E se eu não tivesse ficado olhando? E se eu tivesse chegado atrasado em um shopping para ir no cinema e tivesse deixado minha mochila com o notebook no porta-malas (ok, talvez o ladrão nem conseguisse abrir o porta-malas, afinal, a alavanca podia parar de funcionar de novo)? A JAC ia se responsabilizar por ter instalado um componente de tão baixa qualidade? Até as pedras sabem a resposta pra essa pergunta.

Não precisei ficar sem o carro, porém perdi uma manhã indo até a JAC (que fica no outro lado da minha cidade).

O carro tinha pouco mais de 5000 km rodados. A interface tinha menos de um mês.

E não é só isso!

Durante a semana final de abril voltei a notar o famigerado barulho na direção/roda/suspensão. Este é o mesmo problema que a JAC já havia “corrigido” duas vezes.

Como o título indica, não é só isso. Na mesma semana descobri que a alavanca interna do porta-malas havia parado de funcionar. Não era mais possível abrir o porta-malas sem a chave.

Acabou? Não. O botão do ar condicionado que parou de funcionar. Quando eu girava o botão do ar-condicionado para a posição mais quente, o botão não ficava no máximo. Ele deslizava de volta para a temperatura uns 75%. Simplesmente não ficava na posição definida. Eu uso o ar no máximo do quente? Não, mas é obrigação da JAC me entregar um carro que tenha todas as funções em pleno funcionamento.

Levei na JAC no dia 02/05/2013.

Na época o carro tinha 3856km rodados.

E aí eu cometi um erro que poderia ter me custado muito caro (não custou por pura sorte): pedi para instalarem a interface, que é um módulo que permite que os vidros se fechem sozinhos quando o alarme for acionado e também adiciona aquela função one-touch, onde você toca rapidamente no botão e o vidro abre e fecha sozinho, sem precisar ficar segurando. Parece bom, né? O que podia dar errado?

Sempre pode dar mais alguma coisa errada…

Fiquei 1 dia e meio sem o carro (a soma já está em 5 dias sem carro).

Primeira viagem, primeira grande decepção.

Peguei o carro e fui para a praia com amigos. Quatro pessoas no carro. Viagem curta, de menos de 500km ida e volta. O que poderia dar errado? Quase tudo.

Pegamos a estrada próximo das 10h da manhã de um sábado. Por volta das 11h o aplicativo do Weather.com marcava 27º na rua. Por volta das 11h30min eu e meus amigos começamos a sentir calor. Verifiquei e o ar estava no máximo do frio. Aumentei a potência do ar e senti que o ar não estava gelando.

E esse foi o primeiro problema da viagem.

Na hora abrimos as janelas, mas o barulho que ficava dentro do carro por causa das janelas abertas era muito ruim, então abríamos um pouco para circular o ar e dar uma abaixar a temperatura interna do carro e depois fechávamos a janela. Aproximadamente 30min depois do ar ter parado de funcionar, foi a vez dos vidros. Sim, os vidros pararam de funcionar. E pararam numa situação estratégica: fechados.

Ficamos 4 adultos, dentro do J2, sem ar-condicionado e sem poder abrir as janelas. E a temperatura fora do carro já chegava na casa dos 30º. Para pagar os pedágios eu precisava abrir a porta.

E esse foi o segundo problema da viagem.

Na maior parte do tempo eu andava sempre na mesma marcha (5ª). Notei que quando eu pisava na embreagem, a rotação do carro subia mais de 1000 RPM, para depois voltar para a rotação normal. Eu nem precisava mudar de marcha, bastava, por exemplo, tirar o pé do acelerador e pisar na embreagem e a rotação subia mais de 1000 RPM e voltava pra a RPM normal. Obviamente algo estava errado.

E esse foi o terceiro problema da viagem.

E sabe aquele barulho que a JAC tinha “corrigido”? Voltou, e voltou pior que antes.

E esse foi o quarto problema da viagem.

Chegamos (suados) no destino e resolvi que não ia me estressar com isso até a volta. Mas a volta foi extremamente tensa. Voltamos no domingo à tarde. A temperatura certamente estava próxima aos 35º. Isso na rua, dentro do carro eu não fazia nem ideia. Mas estava quente, muito quente. Tão quente que a minha namorada começou a passar muito mal. Sentiu muito enjoo durante a viagem inteira. Quando chegamos na cidade, decidimos ir para o shopping para jantar. Chegamos lá e a minha namorada correu para o banheiro, pois estava tão mal pelo calor que achou que ia vomitar. Desci do carro e fui no porta-malas para trocar a camiseta que estava encharcada de suor. A volta foi um absurdo.

E esse foi o quinto problema da viagem.

Levei na JAC no dia 02/04/2013. Eles corrigiram os problemas. Digo, “corrigiram” os problemas.

J2 com 2.778km rodados.

Fiquei 2 dias sem o carro (a soma já está em 3 dias e meio sem carro).

Primeiros problemas…. (menos de 2000km rodados)

Retirei o carro na JAC no mês de fevereiro. Estava muito contente, pois o carro era exatamente o que eu queria: um carro compacto, para uso diário na cidade, que consumisse pouco combustível. Enfim, um carro que fosse bacana de usar na cidade (onde ando 95% do meu tempo).

Logo de cara algo que achei uma falta de cuidado: o carro veio cheio de adesivos. E o pior: adesivos de papel, que deixam resíduos quando removidos sem os produtos corretos.

Eles estavam por todo lado:

  • no painel
  • no espelho retrovisor interno
  • nos espelhos retrovisores externos
  • dos lados dos bancos (no banco do motorista havia ainda uma marca de giz)
  • em todas as pontas dos cintos
  • na tampa do porta malas

Também havia no painel uma marca de cola, onde certamente havia um adesivo que foi removido (mas a cola que ficou do adesivo não foi removida).

Falta de capricho na entrega de um produto que demorou quase 3 meses.

Logo de cara, ouvi um barulho que vinha da direção/roda/suspensão. Não sei, não entendo de carro, mas era um barulho que era ouvido quando se fazia uma conversão (principalmente se a conversão fosse para a esquerda). Às vezes passava quase um dia sem ter o barulho, outros dias o barulho ocorria com maior frequência.

Levei na JAC. Eles removeram os adesivos e as colas e “corrigiram” o problema da roda.

J2 com menos de 2.000km rodados.

Fiquei 1 dia e meio sem o carro.